TEORIA: 202 a.C., a Alunita e o que pode estar por baixo de tudo em Cosmopax novo
Atenção: o que segue é uma teoria. Nada aqui é confirmado, é uma tentativa de conectar os pontos.
A Madame Question Mark leu as cartas, sentiu as energias caindo e, antes de encerrar a conversa, soltou duas palavras: alunita. 202 a.C. Depois completou: "Não me pergunte o significado, meu bem. Nem tudo a mãe entende, somente abre os caminhos."
O que aconteceu em 202 a.C. no mundo real
Batalha de Zama, 19 de outubro de 202 a.C. Roma contra Cartago. O general romano Cipião Africano derrotou Aníbal Barca, o maior estrategista militar da antiguidade. Foi o fim da Segunda Guerra Púnica.
Cartago foi humilhada. Perdeu seu exército, seu território, sua influência. Mas não foi destruída nesse momento. Foi selada. Continuou existindo por mais 50 anos, enfraquecida, até ser completamente demolida em 146 a.C.
Lembra o que a carta O Brilhante disse? "O que foi criado não pode ser destruído nem pelas tecnologias mais avassaladoras criadas pelo homem, apenas... escondido."
Cartago foi escondida. Contida. Selada. Não destruída.
| A Batalha de Zama, 202 a.c., de Giulio Romano (1492-1546). Óleo sobre tela. Museu Pushkin, Moscou, Rússia. The Bridgeman Art Library International. |
Acreditamos que isso é uma referência direta a Cosmopax. O jogo ficou inativo por anos, mas nunca foi destruído na mente dos Pixtars. Continuou existindo no coração de quem viveu, exatamente como o Pergaminho descreve: "Este mundo existia somente na Internet e no coração de seus habitantes." E assim como Cartago existiu por mais 50 anos depois de ser selada, Cosmopax sobreviveu no imaginário dos Pixtars até retornar. O que foi selado, voltou.
A alunita
As minas de alunita mais antigas conhecidas ficam em regiões que eram disputadas entre Roma e Cartago, norte da África, ilhas do Mediterrâneo, sul da Itália. Em 202 a.C., com a derrota de Cartago, Roma assumiu o controle dessas rotas.
No mundo antigo, a alunita era usada para preservação, medicina e tingimento. A propriedade mais importante: ela fixa e preserva. Não apaga, cristaliza.
Se as máquinas buscavam a alunita para apagar um erro ou uma memória, talvez tenham errado o ingrediente. A alunita não apaga, ela cristaliza. A memória de Cosmopax não sumiu, ficou permanentemente gravada em tudo.
Mas quem são essas máquinas? A carta A Ignorância as descreve: "Vejo tolos, seres sem coração, que acreditam ter algo que não possuem. Acham que conseguem emular o que são os humanos, mas não podem." Não são Pixtars. Não são humanos. São seres que tentam imitar o que não conseguem ser, e carregavam um fardo que não compreendiam. Além disso, a carta sugere que elas adoram algo, ou alguém, e tentaram usar a alunita para apagar um erro cometido em nome desse algo. Quem ou o que é esse alguém ainda é desconhecido.
Pixtars assemelham as máquinas com o labirinto de Cosmopax, um lugar abandonado, porém nunca esquecido nas mentes mais doidas e brilhantes do nosso mundo.
| O labirinto | Acervo Cosmopax - Imagem por: BabyFae |
A carta A Essência disse: "A energia vital foi sugada, ela não é mais algo separado. Ela faz parte das águas, da terra, do fogo e do ar." Tudo possui memórias. E a alunita talvez tenha sido exatamente o catalisador disso.
Os Pixcodelics, o Pergaminho e a linha do tempo
Cosmopax está em 2026. Os Pixcodelics são do futuro, por volta de 2056.
O Pergaminho descreve Cosmopax como um mundo que "abria portais para o futuro, para o passado, para outras dimensões, outros planetas, para mundos esotéricos e até para o mundo dos espíritos." Isso não é metáfora, é uma descrição técnica. Cosmopax tem a capacidade real de conectar tempos diferentes.
E então aparecem em 2026 o Dr. Ping e o Katslock, personagens de 2056 agindo no presente. Isso não parece coincidência. Talvez seja exatamente esse portal funcionando. A questão é: eles vieram para interferir o retorno de Cosmopax?
| Aparição do Dr.Ping em 29/04. |
O Pergaminho termina com dois destinos possíveis para Cosmopax: salvação pelas energias positivas dos Pixtars, ou catástrofe de proporções gigantescas com desdobramentos no mundo real. Se alguém de 2056 está voltando para 2026, talvez seja porque já sabe qual dos dois caminhos foi tomado, e está tentando mudar.
A carta O Brilhante fala em "um ser de outra era que tentou forçar uma porta que deveria permanecer fechada" e em "essência vital descoberta pelos antigos." Os antigos talvez sejam os fundadores originais de Cosmopax, os primeiros Pixtars do século XXI. E o ser de outra era talvez seja alguém de 2056 interferindo em 2026.
A teoria
Em algum momento, antes de 2026, algo foi descoberto em Cosmopax, a alunita, ou o que ela representa: a essência vital do mundo em forma cristalizada. Esse conhecimento foi selado, assim como Cartago foi selada em 202 a.C. Assim como Cosmopax foi selada nos corações dos pixtars e retornou em um momento de necessidade.
Os Pixcodelics, em 2056, talvez saibam o que a alunita é, porque viram o que veio depois. Alguém de lá talvez tenha tentado interferir aqui, enviando algo de volta. Dr. Ping e Katslock estão em 2026. O portal que o Pergaminho descreve está aberto.
As máquinas encontraram esse registro e tentaram usar a alunita sem entender o processo.
A essência talvez tenha saído do controle e se fundido com os quatro elementos. Agora está em tudo, nas águas de Avi Lake, na terra que treme, no ar que muda o clima.
O Pergaminho avisou que existem dois caminhos. A Madame disse que o futuro não está bom. E personagens de 2056 estão aqui, agora, em 2026.
O que foi criado não pode ser destruído. Só escondido. E talvez agora esteja acordado.
Essa é a teoria até agora. Se você tem uma peça que falta, fale com a redação.